Pitágoras

Pitágoras 3:4:5

Pitágoras, aprendeu com sacerdotes egípcios a determinar com precisão um ângulo reto, o que era essencial para a construção de uma pirâmide. Estes faziam um nó na ponta da corda, e mais três nós a intervalos de três e cinco metros, a corda era presa numa estaca e esticada com duas estacas adicionais. O resultado era um triângulo, com um ângulo reto entre os lados de três e quatro metros. Os sacerdotes não revelavam de onde viera aquele conhecimento. Para eles era simplesmente sabedoria tradicional.

Mas Pitágoras não se contentou com isso. Queria saber por que aquilo acontecia. Percebeu que o importante não era a sequência dos números 3:4:5, mas sim a proporção entre eles.

Com este hábito de generalizar e de pesquisar o porquê das coisas, Pitágoras com sua lógica de pensar, se diferenciou de seus mestres.

Refletindo sobre isso, cada vez mais acredito que quanto mais o ser humano, perguntar sobre si mesmo, a compreensão e aceitação estará próxima. Afinal, é instintivo da grande maioria dos seres humanos, o olhar atento para fora, o olhar do questionamento, da vontade de fazer e de ser.

O lazer ou o cansaço do trabalho, influem sobre o nosso comportamento. Sorte ou azar, agressão ou melancolia, quando não se pode colocar a culpa em outra pessoa, nos resta colocar a culpa na natureza ou acaso. Raras são as pessoas que procuram no seu íntimo respostas para sua aflição.

Projetamos continuamente desejos, receios e maneiras de ver sobre terceiros, sobre objetos que nos rodeiam ou divindades. O nosso modo de pensar não rege-se exclusivamente pela lógica e razão. O inconsciente programa os nosso pensamentos e os nosso conceitos conscientes em proporção maior do que costumamos supor.

Raramente sondamos nosso próprio íntimo a fim de procurar a causa dessa adversidade, razão pela qual a Psicoterapia é tão importante para todos os terapeutas, pois com ela teremos as ferramentas necessárias para o auxílio junto a nossos clientes.

A maioria das pessoas tem medo do autoconhecimento, talvez pelo medo do desconhecido, ou o puro medo de se conhecerem. Em consultório, deverá sentir-se segura a fazer essa jornada. Devemos ensinar, guiar nosso cliente a sair desse conceito, e trazer o inconsciente e trabalhá-lo, trazendo entendimento das aflições.

O ser humano evoluiu, não temos mais que pensar que nossos problemas são todos gerados, por forças misteriosas ou que algum deus irá nos castigar, temos a informação para ajudar nosso cliente a reagir de forma racional e consciente da situação

A evolução do pensamento humano e da própria psiquê proporcionam um incentivo ao próprio crescimento de quem as contempla. O caminho de crescimento é da autoconfiança, perder o medo de trilhar seu próprio caminho, pois a vida sempre será de escolhas.

Quem sabe acompanhando o pensamento budista do Samsara, que atravessando o reino dos sofrimentos e frustrações tendo uma boa conduta nos libertaremos e atingiremos o estado de total aceitação.

Freud, foi o primeiro a desenvolver a psicanálise, técnica para adentrar o inconsciente da mente humana. Considerou a mente um princípio sexual biológico e tratou o sentido da vida como o consumo do prazer, citando o mesmo: “É o princípio do prazer que determina o objetivo da vida”. É sabido que o homem, tem necessidades primordiais: alimentar-se e reproduzir-se, além delas temos: espirituais, culturais e religiosas…; essas não foram consideradas em suas teorias, mas são tão importantes em consultório, que precisamos explorá-las conforme o entendimento do cliente vir a tona, trazendo compreensão das aflições.

“É preciso saber para ousar”

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PITÁGORAS 3:4:5
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