Individuação: O Caminho Até Si Mesmo

“Não se pode mudar aquilo que interiormente não se aceitou”. (C. G. Jung)

Notei em mim, ao começar esse texto, a tendência em analisar o presente baseada em ideias antigas, absorvi, nessa reflexão que o futuro deve ser visto com um ponto de vista amplo, baseado em novos paradigmas.

Tenho sempre, em meus textos, colocado que a ciência é apenas um conhecimento a respeito de algo. Se para a ciência a constância e repetição que se encontra o padrão. A ciência moderna, ensina-nos que para além do visível esta o invisível complicado, é nesse invisível que a ciência não alcança, que esta o Terapeuta Holístico.

O ser humano começa suas indagações sobre o mundo, mas muitas vezes não recebem as respostas que não lhe cessam a curiosidade, e pode acarretar em traumas ou dogmas. Se entendemos o conceito de transferência, sabemos que nas relações humanas características amistosas ou hostis, não devem ser classificadas necessariamente como positivas ou negativas.

Com isso exposto, em nossos consultórios, devemos empregar as transferências e usar a mesma como uma forma de alcançar o cliente, entender o motivo pelo qual ele esta te transferindo essa “persona”, não podemos ter como base que sempre será a mesma transferência, ou seja, que a pessoa sempre o vai tratar da mesma forma, ou colocar o terapeuta como o vilão ou mocinho da terapia, nosso papel na terapia é ajudar o cliente e muitas vezes assumir os papéis que eles nos pedem, na grande maioria das vezes irrefletido.  No processo terapêutico, revela-se as angústias, dúvidas e inquietações. São tantos sentimentos aflorados ou não, que é preciso tomar consciência de sua totalidade, sem desprezar o caminho íntimo trilhado pelo cliente. 

Se entendemos a individualização, ou seja, o processo que a pessoa se particulariza a cerca dele para o desenvolvimento de sua personalidade integral, sem que se exclua de sua vida coletiva. Torna-se evidente que quanto melhor a pessoa entende, como ela observa o mundo a sua volta,o resultado é a realização completa das qualidades coletivas.

Jung em seus trabalhos, tratou da individuação, exemplificando Cristo/Buda como o protótipo do ser individualizado. Seria o arquétipo do “si mesmo” pois Cristo conseguiu não só evocar nas pessoas o sentido divino, como também a projeção da divindade nele próprio.

A necessidade do indivíduo, fazer  a sua maneira, escolhendo o ato em si, bem como de permitir que o inconsciente se realize, deve ser um processo profundo de transformação pessoal, onde muitas vezes com a junção de aspectos adversos da própria personalidade, a pessoa não se reconhece em atitudes tomadas, pois já criou uma imagem tão boa de si mesmo, que despreza sua contra parte ou muitas vezes o inverso, ele se coloca como uma pessoa não boa ou não digna. 

A evolução do pensamento humano e da própria psique proporcionam um incentivo ao próprio crescimento de quem as contempla. O caminho de crescimento é da autoconfiança, perder o medo de trilhar seu próprio caminho, pois a vida sempre será de escolhas. Retire o sofrimento das escolhas, pois para ser pleno, requer a escolha da pessoa que apresentamos aos mundo, e a pessoa que precisamos nos tornar. 

Então, proponho a todos, tenham um novo olhar sobre si mesmo, torne-se autor do seu próprio destino e com a ajuda da Terapia Holística, seja capaz de gerir seus processos psíquicos, conscientes e inconscientes. 

Fabiana Vieira

TERAPEUTA EM SINCRONICIDADE: REIKI

PSICOTERAPIA HOLÍSTICA

FITOTERAPIA

06/2016

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